Quer músicas novas de Hendrix, Cobain, Winehouse? Convoque a A.I.

Com certeza, você fez essa pergunta inúmeras vezes: e se fulano ainda fosse vivo hoje, como seria a música que estaria fazendo?

É um questionamento natural e assombra todos os fãs de algum artista que tenha morrido no auge de suas forças criativas, ainda jovem demais, ou em meio a uma transformação artística que jamais se completou, mas que prometia muito. Pense, por exemplo, em gente como Jimi Hendrix, Kurt Cobain, Amy Winehouse, Jim Morrison.

E seria uma equação impossível se ser resolvida – salvo alguma intervenção sobrenatural. Mas é aí que entra em cena a Inteligência Artificial para por lenha nessa fogueira de suposições.

Uma organização de Toronto, no Canadá – a Over the Bridge, dedicada a dar suporte a pessoas da indústria musical que sofram de doenças mentais – decidiu especular em cima dessa dúvida eterna e criou o projeto Lost Tapes of the 27 Club, através do qual alimentou o Magenta, programa de Inteligência Artificial do Google, com dezenas de músicas de artists que morreram aos 27 anos – eles mesmos: Hendrix, Morrison, Cobain, Winehouse. Esse programa, por sua vez, compôs letras e músicas no estilo de cada um e, em todos os casos, executou a maioria da instrumentação.

Os resultados? Entre curioso e bizarro. As composições decerto remontam ao estilo de cada artista escolhido, mas falta justamente humanidade. E falta atualidade. É um exercício interessante, mas a pergunta de sempre continuará sem resposta, pois são composições baseadas no que esses artistas já fizeram, sem levar em conta o que já vinham projetando para o futuro, ou o que vivenciariam e descobririam se não tivessem morrido.

A pergunta a ser feita, na verdade, deveria ser outra, segundo Sean O’Connor, da diretoria da Over the Bridge. “E se esses músicos todos que amamos tivessem recebido apoio para sua saúde mental?”, indaga Sean. “De certa forma, a depressão é normalizada e romantizada na indústria da música, e o trabalho (desses artistas) é visto como resultado de um sofrimento autêntico”.

A dica é da Rolling Stone.

Como soariam The Doors?

Como soaria Jimi Hendrix?

Como soaria o Nirvana?

Como soaria Amy Winehouse?