Cuidado com Emma, Olvia e Ashley. Elas podem estar infiltradas no seu Spotify

O Spotify tem estado na berlinda regularmente – pelo pouquíssimo que paga aos artistas pelas execuções de suas músicas, por exemplo, e, mais recentemente, pela renovação multimilionária do contrato de Joe Rogan para continuar fazendo seu podcast, um megafone turbinado da extrema-direita, o que provocou o desembarque de Neil Young, Joni Mitchell ,David Crosby e outros da plataforma, em protesto.

Agora, a bronca com o Spotify é por causa de Ashley, Emma, Olivia, Lily, Claudia e Julia. Não são pessoas. Muito menos artistas ou podcasters. Todas são bots que se aproveitam da ferramenta que permite a criação no Spotify de playlists colaborativas para propagar faixas que desejam divulgar.  E ai de quem contrariar essas bots. 

O site Mashable foi quem botou a boca no trombone, reproduzindo diversas reclamações com Ashley e suas “colegas” e a maneira como esses bots deturpam o propósito da playlist colaborativa, que é o de compartilhar gostos, indicações e descobertas musicais. 

Mas se no passado essa prática vinha sendo usada de forma “suave”, pelos artistas e por seus fãs, agora os bots estão agindo de forma mais agressiva. Alguns usuários reclamaram que, ao retirar da playlist as músicas adicionadas pelos bots, os bots vão lá e apagam a playlist inteira, em retaliação.

Teve gente que rebatizou sua playlist colaborativa usando palavrões contra os bots, de tão grande a irritação com as “indicações”.

O Spotify argumenta que não pode fazer nada no momento para evitar o problema, uma vez que hoje não é permitido o bloqueio de quem quer que seja numa situação dessas, e sugere que os reclamantes apoiem uma mudança futura nas configurações que permita a concessão ou revogação de permissões na hora de se criar uma playlist colaborativa.