Documentário revisita estúdio paradisíaco de George Martin no Caribe

Quando George Martin decidiu deixar seu posto de trabalho de uma vida inteira nos estúdios da EMI, em Abbey Road – onde ajudou a construir a discografia dos Beatles – para abrir seu próprio espaço para gravações em Montserrat, uma ilha no Caribe, escreveu um novo e revolucionário capítulo em sua biografia e na indústria musical.

Seus AIR (sigla de Associated Independent Recording) Studios misturavam tecnologia state-of-the-art com arredores paradisíacos. Encravado entre o mar e a montanha, misturava um clima de resort com instalações moderníssimas, onde artistas poderiam criar seus discos concentrados, sem as distrações de uma cidade grande e banhados por um clima que não encontrariam em Londres, Paris ou Nova York.

Ao longo de 10 anos de atividade, de 1979 a 1989, foram gravados no AIR Studios 76 álbuns, dentre eles alguns clássicos do rock – como Brothers In Arms, do Dire Straits, Synchronicity, do Police, e Tug of War, de Paul McCartney. 

Mas a natureza – e o destino – tinham outros planos, e a ação combinada de um furacão e, mais tarde, da erupção de um vulcão deram fim ao sonho de George Martin e destruíram o estúdio. 

Os Rolling Stones foram os últimos a usar o AIR, quando registraram lá seu Steel Wheels, em 1989.  E as mudanças radicais nas tecnologias de gravação tornaram quase impossível reconstruir o estúdio nos moldes antigos, que a essa altura havia-se tornado obsoleto e caríssimo para os novos padrões. 

A trajetória dos AIR Studios é assunto do novo documentário Under the Volcano, que traz entrevistas não apenas com os artistas que gravaram lá, como Sting e Mark Knopfler, mas com os funcionários locais, do chef de cozinha ao bartender, passando por Giles Martin, filho de George e herdeiro de seu legado. 

Veja aqui o trailer de Under the Volcano.

https://www.youtube.com/watch?v=nWf7_eXZ-bo