Parceria entre Massive Attack e cientistas ingleses gera plano para turnês que combatam aquecimento global

Cientistas da Universidade de Manchester, na Inglaterra, fizeram uma série de recomendações para que empresários e artistas de música deem sua contribuição na luta contra a mudança climática, tomando medidas para reduzir ao máximo as emissões de carbono. A notícia é da BBC.

As recomendações propõem que artistas em turnê prefiram usar trens, em vez de jatos privados, que festivais e locais onde acontecem shows gerem cada vez mais sua própria energia renovável (através do uso de painéis solares), e que o preço dos ingressos já inclua transporte gratuito. Assim, a indústria da música conseguirá restringir a 1.5C o crescimento do aquecimento global.

Os dados levantados pelas práticas da última excursão do Massive Attack, em 2019, deram bases importantes para o estudo que resultou nessas recomendações – feito pelo Tyndall Centre for Climate Change Research, em Manchester, numa parceria com a própria banda. 

Entrevistado pela BBC, Robert “3D” Del Naja, fundador do Massive Attack, afirmou que há tempos já vêm sido tomadas medidas semelhantes às propostas pelos cientistas – artistas que excursionam sem seu próprio equipamento, preferindo usar os dos locais onde se apresentam; como em festivais, eliminando, assim, o tráfego de grandes caminhões pelas estradas – , só que isso precisa ser adotado em grande escala.

A lista de recomendações dos cientistas de Manchester inclui, ainda o estímulo ao uso de veículos elétricos, quando trens não forem opção; bons bicicletários nos locais de show; e o uso de equipamentos de som e luz que tenham maior eficiência energética.

Boa parte das conclusões do estudo será utilizada pelo Massive Attack, de forma piloto, em sua turnê de 2022.

Leia aqui a íntegra do relatório “Super-Low Carbon Live Music”: a roadmap for the UK live music sector to play its part in tackling the climate crisis”.

E veja abaixo um dos shows da turnê 2019 do Massive Attack, realizado em Paris.