Paul morreu. De novo. Numa graphic novel

“Novembro de 1966. John Lennon não consegue falar. Não consegue tirar os olhos da foto do carro em chamas com o corpo de Paul McCartney lá dentro. Seu amigo não está mais aqui, e iso significa que os Beatles também não estão mais aqui. Mas John quer saber a verdade e, com George e Ringo, começará a reexaminar as últimas horas da vida de Paul, durante a gravação de Sgt. Pepper“.

Essa é a intrigante premissa de Paul is Dead: When The Beatles Lost McCartney, graphic novel do escritor Paolo Baron  e do artista Ernesto Carbonetti que sai em junho pela Image Comics.

Ela é uma elaboração atualizada dos rumores (fake news avant la lettre) que circularam na década de 1960, dando conta de que Paul havia morrido, tendo sido substituído por um sósia, fato “comprovado” pelas muitas “pistas” que os Beatles sobreviventes deixavam nas capas de seus discos (por exemplo, Paul descalço atravessando Abbey Road representava a imagem de um coveiro) e mesmo nas suas músicas (“cranberry sauce”, molho de cranberry, virou “I buried Paul”, eu enterrei Paul, no final de “I Am The Walrus”).

“Sempre ri dessa lenda urbana”, explicou Paolo à revista Forbes, “mas, ainda assim, fiquei curioso sobre ela durante anos. Agora, através desse trabalho, posso compartilhar com as pessoas toda minha pesquisa de jornais, livros, documentários e entrevistas sobre (o assunto). É como reabrir uma investigação e acrescentar a ela minha opinião pessoal”.