Peter Frampton conta tudo em auto-biografia

Peter Frampton está lançando sua auto-biografia, “Do You Feel Like I Do?”, escrita em parceria com Alan Light, jornalista que já trabalhou em revistas como Rolling Stone, Vibe e Spin.

A publicação sai não muito depois do disco All Blues, que Frampton lançou depois de ter anunciado sua miosite, doença degenerativa dos músculos que o impedirá, gradativamente, de tocar guitarra.

No livro – cujo título é o mesmo de uma das músicas mais conhecidas de seu álbum de 1976, Frampton Comes Alive, o disco ao vivo mais vendido de toda a história, com mais de 11 milhões de cópias adquiridas. – , Peter fala de sua infância e adolescência, de seu precoce estrelato, ainda adolescente, da formação e dissolução do Humble Pie, do momento em que percebeu que tudo havia mudado para ele como artista solo  – “a plateia, em vez de ser um misto 5o-50 entre homens e mulheres, passou a ser só de mulheres nas fileiras da frente, e os rapazes ficavam lá atrás, zombando de mim” – , sua quase ida para o lugar de Pete Townshed no The Who, e revela o golpe que levou de Dee Anthony, seu empresário na época, que dava a entender que tinha o apoio da Máfia e costumava manter seu artista chapado de fumo e cocaína para que ele nunca questionasse suas falcatruas, que roubaram praticamente do artista.

Um outro trechos interessantes é quando fala de sua amizade com David Bowie, ex-aluno do pai de Peter, diretor da escola onde o jovem Frampton e Dave Jones – o pré-Bowie – estudavam.

Bowie teve importância fundamental na retomada da carreira de Frampton, depois que o sucesso estrondoso do final dos anos 1970 virou escombros. David chamou Peter para tocar com ele na turnê The Glass Spider, em 1987, e dali por diante ele readquiriu sua auto-confiança, a ponto de gravar um novo álbum, When All the Pieces Fit, dois anos depois, um disco do qual, finalmente, se orgulhava.