PLAYLIST 112 – A seleção comentada da semana

Julia Jacklin – “I Was Neon”– Australiana, Julia abre seu terceiro álbum, Pre Pleasure, com um irresistível pop de garagem. 

Maggie Rogers – “That’s Where I Am”– A cantora-compositora descreve seu recém-lançado novo álbum, Surrender, como sendo “alegria com dentes” e usou-o em sua tese de mestrado, para se formar em religião e vida pública na Harvard Divinity School. É um disco surpreendente, em que ela mistura curtições eletrônicas, peso e meditações, criando um efeito singular. 

Little Feat – “Willin’”/“Don’t Bogart That Joint“ – Uma de nossas bandas favoritas de todos os tempos, o Little Feat – uma fábrica americana de funk, rock, R&B, country e blues – existe e está ativo até hoje, mas sua formação clássica cessou de existir em 1979, com a saída do guitarrista, cantor e compositor Lowell George (morto pouco tempo depois, aos 34 anos, após sofrer um infarto). O álbum duplo Waiting For Columbus, lançado originalmente em 1978, registra esse escrete em ação no palco, durante shows nos Estados Unidos e no Reino Unido. Uma nova versão deluxe inclui agora a apresentação em Manchester, na Inglaterra, de onde saiu esta versão afiadíssima de uma de suas canções-assinatura, “Willin’”. 

Ben Harper – “Below Sea Level” – Ben mergulha de cabeça na soul music em seu novo álbum, Bloodline Maintenance, falando de escravidão, racismo e, na faixa de abertura, puramente vocal e de arrepiar, sobre a crise climática. 

Ty Segall – “Don’t Lie”– Normalmente ouvido cercado de guitarras distorcidas, Ty recebe um Marc Bolan de frente e, munido apenas de violão,  soa como se fosse parte do T. Rex em 1971.

Rich Ruth – “Taken Back”– Guitarrista americano, Rich conseguiu uma espécie de milagre, ao gravar sozinho – utilizando trechos registrados por outros músicos em lugares diferentes – um álbum de jazz rock tão orgânico que parece ter sido feito ao vivo, com todo mundo tocando junto, com improvisos e uma sensação de diálogo impressionantes. 

Juliana Riolino – “You” – Lembrando uma versão mais jovem de Neko Case, a canadense Juliana faz um misto de Americana e power pop de altíssimo quilate em seu primeiro álbum solo, All Blue

Gilbert O’Sullivan – “Take Love”– Gilbert ganhou fama mundial nos anos 1970 com o pop melódico de super hits como “Clair” e, especialmente, “Alone Again (Naturally)”. Agora, aos 75 anos, lançou um álbum de colaborações, Driven, que reafirma seu imenso talento para composição e para o sucesso, auxiliado, em alguns casos, por Mick Hucknall e, aqui, por KT Tunstall.

Cass McCombs – “Karaoke” – Quando as revistas Mojo e Uncut consideram um mesmo disco como sendo o mais importante lançamento do mês a gente presta atenção. Pois foi isso que aconteceu com o décimo álbum do cantor-compositor californiano Cass, Heartmind, que sai em agosto recheado com oito faixas que vão do quase prog ao folk, de Americana ao pop falsamente simples desta canção de vibe 1980’s.  

Maya Hawke – “Thérèse” – Atriz conhecida do público por sua participação na série Stranger Things, Maya também faz música, e aqui traz uma amostra de seu segundo álbum, Moss, que sai em setembro: folk suave, de doçura enganosa, falando de temas duros, como a auto-descoberta e auto-afirmação em meio às expectativas do mundo.