PLAYLIST 21 – A seleção comentada da semana

Constant Bop – “Coming Up Roses” – Tem gente que não sossega quieta. É o caso de James Petralli, vocalista e frontman do quarteto White Denim, de Austin, no Texas. Ele criou um projeto paralelo, primariamente de vídeo, Constant Bop, mas que também existe também em EPs, lançados a cada duas semanas.

Canequinha – “Não Vai Passar (Tão Cedo)” – Com um quê de década de 1970 e pitadas bem dosadas de psicodelismo, o guitarrista, cantor e compositor carioca Canequinha concentra em seu primeiro single – uma reflexão sobre o que podem nos ensinar os tempos atuais de isolamento – a experiência de anos na estrada e em estúdios.

Margo Price – “That’s How Rumors Get Started” – Estrela de Nashville, Margo flexiona os músicos e expande seus horizontes num álbum de Americana arrojado, que adiciona outras colorações e outros idiomas a seu caldeirão sonoro, acompanhada de craques como Benmont Tench (da banda de Tom Petty) no piano, e produzida por Sturgill Simpson, outro artista de country com alma rock. 

My Morning Jacket – “Spinning My Wheels” – Depois de ter engavetado o álbum por cinco anos, a banda de Jim James decidiu lançar The Waterfall II – o segundo volume de gravações feitas em 2015 – e retomar sua discografia. 

Kacy Hill – “Unkind”- Usando auto-tune e sintetizadores, a cantora e modelo Kacy, do Arizona, faz um híbrido de pop e R&B que resulta enfeitiçador, tanto que atraiu a atenção de uma alma musical gêmea, Justin Vernon. 

Dolores Fantasma – “Voto de Silêncio” – MPB-rock alternativa à paulistana, misteriosa, com forte parentesco com o que a cidade produziu em meados dos anos 1980.

Diana Burgess – “Beast” – Principal celista do grupo Mother Falcon, quinteto texano de rock orquestral indie (!!!), Diana lança-se solo com o álbum You Run, magnifico e encantador.

Fontaines D. C. – “Televised Mind” – O quinteto vem de Dublin, na Irlanda, com um single claustrofóbico e hipnótico de seu novo álbum, A Hero’s Death.

James Dean Bradfield – “There’ll Come a War” – O guitarrista e guitarrista dos Manic Street Preachers usa seu segundo álbum solo para se concentrar em Vitor Jara, músico e ativista chileno torturado e morto pela ditadura de Augusto Pinochet, em 1973. Uma combinação que soa inusitada, mas resulta muito interessante e sincera: o pop galês homenageando um ícone da luta pela democracia na América do Sul.

Elizeth Cardoso – “Memórias” – Um encontro de gigantes para marcar os 100 anos de nascimento da Divina: uma faixa do primeiro LP da cantora, Canções À Meia Luz – quando ainda se assinava Elizete – , com arranjos de um também jovem Antonio Carlos Jobim, lançado em 1955.

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