PLAYLIST 28 – A seleção comentada da semana

Dan Croll – “So Dark”- De Liverpool, Dan traz um pouco do charme, do senso de humor e da habilidade melódica de seus conterrâneos mais famosos neste bilhete de amor e ódio agridoce, escrito para sua cidade adotiva, Los Angeles.

Yebba – “Distance” – Haja pedigree: gravado no Electric Lady Studios erguido por Jimi Hendrix, o novo single da cantor a americana Yebba é co-produzido por Mark Ronson e traz participações dos Roots e de Pino Palladino, baixista das antigas que já trabalhou com Pete Townshend e The Who. R&B suave e envolvente, com pinta de anos 1990

Emily Barker – “Where Have the Sparrows Gone?” – Americana feita por uma australiana e gravada no País de Gales. Uma miscigenação frutífera, que resulta numa cativante meditação sobre o meio-ambiente.

Kelly Lee Owens – “Night”- Eletropop galês misterioso e hipnótico do novo álbum de Kelly, Inner Song. E olha o País de Gales novamente aqui, minha gente! 

Ricky Reed – “No Stone” – O álbum The Room , do produtor e compositor Rick Reed, nasceu de um esforço abrangente para incentivar a comunidade artística a manter-se ativa durante o período de lockdown nos Estados Unidos e recebeu colaborações de uma infinidade de artistas, dentre eles, Dirty Projectors a Ayoni, convidados desta faixa. 

Prince – ‘Witness 4 The Prosecution (Version 1) – Lançado em 1987, Sign O’ The Times já era um álbum de proporções épicas: 16 músicas destinada a dois álbuns,  Dream Factory e Crystal Ball,  espalhadas ao longo de quase 80 minutos de música. Agora, acaba de ganhar uma versão expandida, super deluxe, que eleva o conteúdo anterior, que cabia em 3 CD’s, para 8 CD’s, com rascunhos, versões alternativas e músicas inéditas, como esta, testemunho da inquietação e do volume estrondoso da produção de Sua Majestade Púrpura . 

Temples – “Paraphernalia” – Pop-rock britânico e estiloso (e talvez um tantinho derivativo), produzido por Sean Ono Lennon, e primeiro lançamento do grupo desde que eles conheceram o filho de John e Yoko. 

Ulver – “Russian Doll” – Também eletropop, mas com uma coloração mais sombria e meditativa, lembrando bastante Tears for Fears, feito por um grupo norueguês, com quase três décadas de estrada, que nasceu black metal antes de fazer um tipo de música que melhor pode ser descrita como rock progressivo.

Watkins Family Hour – “The Cure” – A dupla de irmãos Sean e Sara, californianos, compôs em parceria pela primeira vez em 30 anos de carreira para criar o repertório do álbum Brother Sister, uma coleção de pepitas country-folk, com harmonias cristalinas e uma interação quase telepática entre violão e rabeca. 

The Rolling Stones – “Silver Train”- Um dos melhores aspectos do caixote deluxe de Goats Head Soup, álbum dos Stones lançado originalmente em 1973, é o conteúdo adicional, como essa faixa, uma das mixagens feitas pelo feríssima Glyn Johns que acabaram não sendo aproveitadas. O veneno da voz de apoio de Keith e a fúria do desempenho da banda supera a versão que foi usada no disco. Embora ainda prefira, em muitos aspectos, a gravação feita por Johnny Winter para seu álbum Still Alive And Well, que saiu meses antes de Goats Head Soup.