PLAYLIST 32 – A seleção comentada da semana

Mildlife – “Downstream”- É prog na veia, com catadupas de Moog , cortesia desse quarteto australiano, de Melbourne, que parece o resultado de uma mescla de Stone Roses com Pink Floyd.

Beverly Glenn-Copeland –  “River Dream” – Aos 76 anos, Glenn-Copeland – que se identifica como homem trans desde 2002 – acaba sendo uma descoberta para a maioria, embora desde a juventude venha desenvolvendo uma carreira fazendo música predominantemente instrumental, eletrônica, quase New Age. Agora, lançou uma compilação que inclui esta delicada e intrincada inédita. 

Matt Maeson/Lana Del Rey – “Hallucinogenics” – O que fazer quando uma artista de sucesso começa a cantar seu hit de 2018 nos shows dela. Se você for Matt Maeson, chama Lana Del Rey para fazer um novo registro da canção e lança rapidamente.

Songhoy Blues- “Barre” – O quarteto de Mali fecha o circuito fazendo um blues elétrico africano cheio de riffs de arrepiar os músicos ingleses que apresentaram a música negra africana ao público jovem de rock na década de 1960. 

Jónsi/Robyn – “Salt Licorice” – Mais uma faixa do novo álbum solo do integrante do Sigur Rós, Shiver, aqui acompanhado pela sensacional  sueca Robyn. Um petisco pop descrito pelos artistas como uma ode à dor escandinava. Tá bom …

Guy Garvey – “My Angel” – Com ecos de Peter Gabriel no final dos anos 1970, o vocalista do Elbow lança seu primeiro trabalho solo em cinco anos, um single criado para Life, série da BBC One estrelada por sua mulher, Rachael Stirling.

SAULT – “Strong”- Um pouco de Chic, misturado a uma batucada brasileira e ao mistério em torno da identidade de seus integrantes (embora saiba-se do envolvimento do produtor Inflo e do genial Michael Kiwanuka) tornam esse coletivo soul-funk britânico irresistível. 

Andy Bell – “Love Comes in Waves”- Egresso do Ride, um dos exemplos do rock shoegazing da década de 1990, Bell lança, aos 50 anos, seu contagiante primeiro álbum solo, pagando tributo a suas origens e em alguns momentos se aproximando do sensacional Bram Tchaikovsky. 

Criaturas – “Réquiem”- De música nigeriano e beatleismos a psicodelismo, o veterano grupo curitibano – originalmente trio, agora acrescido de dois novos integrantes – incorpora sonoridades e idiomas num álbum rico e variado.

Janis Joplin – “A Woman Left Lonely”- Meio século atrás o rock perdeu sua voz feminina mais definidora, uma artista capaz de expressar nos poucos minutos da canção uma avalanche de emoções, com intensidade, energia, força e vulnerabilidade. Janis morreu numa trajetória ascendente, após ter gravado seu disco melhor produzido, Pearl, de onde vem esta música.