PLAYLIST 34 – A seleção comentada da semana

Royal Republic – “Superlove” – Pop sueco divertidíssimo, com ganchos irresistíveis e influências óbvias de Freddie Mercury e de Mika (outra “cria” do vocalista do Queen, aliás).

Joni Mitchell – “I Don’t Know Where I Stand” – A principal e mais influente cantora-compositora dos anos 1960 em diante, Joni ganha o tratamento deluxe com um caixote de cinco CDs focados em sua produção entre 1963 e 1967, incluindo demos e registros de shows. Esta faixa – uma versão da música lançada em seu segundo álbum, de 1969 – , foi gravada ao vivo, em 1967.

Yola- “Hold On” – Yola solta a voz nesta faixa soul, com participação de Natalie Hemby e Brandi Carlile, do quarteto Highwomen, mais Sheryl Crow, no piano, e Jason Isbell, na guitarra. De certa forma, a base da música soa como algo que os Stones poderiam ter gravado na década de 1970 e esqueceram na gaveta desde então.  

Zé Manoel – “Adupé Obaluaê”- O artista pernambucano chega a seu novo álbum, Do Meu Coração Nu, mergulhando em questões raciais e celebrando a cultura negra, com um som mais sofisticado, que lembra a MPB clássica dos anos 1960, apoiado por um arranjo de sopros assinado pelo mestre Letieres Leite. 

Gwenifer Raymond – “Eulogy for Dead French Composer” – Aqui, o compositor francês homenageado pela exímia e intensa violonista galesa é o francês Erik Satie.

Cordovas – “Destiny” – Um tanto de Dire Straits, outro de The Band, e muito groove fazem o som desse quarteto de Nashville, já em seu terceiro álbum.

Jakko M Jakszyk – “Uncertain Times” – Faixa do novo álbum solo do vocalista e guitarrista da formação atual do King Crimson que lembra muito … o King Crimson. Também, pudera: a música foi composta durante ensaios da banda e participaram da gravação os colegas Robert Fripp, Gavin Harrison, Tony Levin e Mel Collins.

The Weather Station – “Robber” – A canadense Tamara Lindeman sofistica o som de seu projeto, The Weather Station, incorporando elementos de jazz ao folk do grupo.

Steve Howe – “Love is a River” – O novo disco do guitarrista soa como Yes vintage, sem os exageros gongóricos que desandaram a história quando ela começava a ficar ainda mais interessante.

Lawrence Rothman – “Decent Man”- A tempo da reta final da campanha presidencial nos Estados Unidos, o compositor e produtor angeleno Lawrence une-se a Lucinda Williams para criticar o lado mais sombrio do país.