Tower Records renasce online

A loja da Tower Records em Los Angeles era um misto de imã e farol, toda chamativa, em amarelo e vermelho, letras blocadas grandes, encarapitada num ponto elevado de Sunset Boulevard, defronte a uma livraria icônica – a Book Soup – e ao mega-exclusivo restaurante Spago, a poucos passos de dois templos do rock – o Whisky a Go Go e o Roxy.

Era o ponto de encontro de fãs de música e dos próprios músicos, a principal loja da cidade e a lançadora de sucessos e tendências, com um estoque gigantesco de lançamentos e discos de catálogo, renovado várias vezes ao dia.

Esse oásis fechou 14 anos atrás, quando a Tower, incapaz de se adequar a um mundo onde o consumo de música passou a ser online, foi à falência, deixando órfãs incontáveis gerações e tribos musicais.

Agora, a Tower ressurge das próprias cinzas, com um novo modelo de negócios, online, vendendo discos físicos e música digital, promovendo eventos (com shows de artistas emergentes) e publicando de novo sua revista-da-casa, Pulse.

Existem planos, ainda, de montar lojas pop-up, de curta duração.

O império Tower nasceu em 1960, na capital da Califórnia, Sacramento, quando Russ Solomon passou a vender discos nos fundos de uma farmácia. No auge da marca, acumulava mais de 200 lojas (inclusive, na Europa e no Japão) e valia um bilhão de dólares. Hoje, sua única loja física é a japonesa.

A história da Tower Records foi revisitada no belíssimo documentário All Things Must Pass, de Colin Hanks, lançado em 2015.