Uma rua famosa teria ligação com a escravidão?

O levante mundial contra o racismo, provocado pela morte de George Floyd, motivou o debate sobre a permanência de símbolos claramente racistas (como a bandeira confederada, nos Estados Unidos) e de monumentos erguidos em homenagem a personalidades ligadas ao comércio escravagista. 

E nesta roda de discussão acabaram entrando, acredite se quiser, os Beatles.

Não a banda, diga-se de passagem – que se recusava a fazer shows para plateias segregadas -, mas a locação que deu título a uma de suas canções icônicas, “Penny Lane”, nome de uma rua em Liverpool que tornou-se parada obrigatória para fãs em visita à cidade.

De acordo com o NME, quatro placas com o nome da rua foram grafitadas na semana passada, com a palavra “racista” escrita em uma delas. O motivo: a suspeita de que o nome da rua seja uma referência a James Penny, que, segundo a BBC, transportaria escravos durante os anos 1700.

Mas o elo sombrio da rua famosa, por ora, é apenas uma suposição. Enquanto alguns já estejam em campanha para trocar o nome da rua, o Museu Internacional da Escravidão, em Liverpool, afirma que não encontrou ainda uma ligação com o tal James. 

Enquanto isso, as placas estão sendo protegidas com chapas de acrílico contra depredações.